Moscovo é, sem dúvida, a principal cidade da Rússia, e o seu coração é o Kremlin de Moscovo. O Kremlin não é apenas a sede do governo da Rússia, mas um inteiro complexo museológico extremamente interessante, com um grande número de exposições que permitem estudar toda a história do Estado russo. A diretora-geral do Museu Histórico-Cultural Estatal 'Kremlin de Moscovo", Elena Gagárina, é historiadora de arte, doutora em ciências, membro honorário da Academia de Artes da Rússia e é a filha mais velha do primeiro cosmonauta, Iúri Gagárin. Antes da sua nomeação para o posto que ocupa atualmente, Gagárina trabalhou 20 anos no Museu Pushkin. Em fevereiro de 2016 ela foi condecorada com a mais alta distinção da França - a Ordem da Legião de Honra, pelo fortalecimento dos laços culturais entre os dois países. Além disso, recebeu também a medalha de cavaleiro da Ordem da Amizade, a medalha de comendadora da Ordem "Por Mérito perante a República Italiana" e muitas outras distinções.

Atualmente, o Museu do Kremlin de Moscovo representa um enorme complexo museológico pelo qual passam di- ariamente milhares de visitantes de todo o mundo - não obstante o fato de o Kremlin continuar a ser a residência dos mais altos dignitários do país. Independentemente de quanto aprecia ou não as belas-artes ou as elegantes linhas das esculturas de mármores da Antiguidade, de uma coisa pode ter a certeza: a visita ao Kremlin de Moscovo e aos seus museus passará a ser uma das experiências mais marcantes da sua bagagem cultural. A Elena conta-nos que a sua infância foi pas- sada em cidades militares fechadas, longe de museus e galerias de arte, no entanto, foi precisamente na infância que viveu a sua experiência cultural mais marcante. "Um dia o meu pai pegou em mim e na minha irmã, sentou-nos no carro e levou-nos ao campo de Borodino - conta a Elena. - No caminho, declamou-nos o poema "Borodino", de Lermontov, e eu me- morizei-o de cor, precisamente declamado com a voz do meu pai.

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O meu pai conhecia bem e gostava muito de história militar e, naquele dia, levou-nos a passear com ele ao campo onde se havia desenrolado aquela que entrou para a história como a Batalha de Borodino. Ele contou-nos como foi que a batalha começou, quem participou nela, onde ficavam os redutos. Nós éramos bem pequenas (na altura, a minha irmã tinha apenas cinco anos e eu, sete), mas aquele passeio e a história que o meu pai nos contou ficaram para sempre marcados na minha memória. Foi precisamente nessa altura que teve início a minha paixão pela história da Rússia e da cultura em geral".

No final da história, fizemos mais algumas perguntas a Elena Gagárina.

Elena, fale-nos um pouco sobre o trabalho internacional do Kremlin de Moscovo.
Temos um acervo riquíssimo e tentamos exibi-lo o mais possível em exposições organizadas não só na Rússia, mas também no exterior. Por exemplo, terminou recentemente a exposição em Xangai "Tesouros do Arsenal dos Czares Russos", que foi visitada por 642.000 pessoas. Também levámos acervo nosso para a exposição em Malta "1565: o Grande Cerco de Malta”.

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Que objetivos definiu pessoalmente para o seu trabalho?
Eu sempre quis transformar o museu num espaço atraente não só para os turistas, que, muito provavelmente visitar-nos-ão apenas uma vez na vida, mas também para os próprios moscovitas, para aqueles que podem vir ao museu com mais frequência, visitar as nossas exposições, cuja preparação merece da nossa parte uma abordagem com atenção e cuidados especiais. E, claro, espero ansiosa pelo momento em que poderemos começar a trabalhar no edifício das Arcadas Comerciais Médias.
Isso vai expandir o nosso espaço e, ao mesmo tempo, a temática das exposições. Parte do museu vai ficar fora do Kremlin, o que, evidentemente, o vai tornar mais acessível para os visitantes e, espero, também mais atraente.

O que representa para si o Kremlin de Moscovo?
Este é, na verdade, um museu único. Eu ainda hoje fico sem fôlego quando penso que foi precisamente aqui que Boris Godunovfoi coroado, que ele saiu neste preciso alpendre que Pushkin descreveu e que eu vejo todos os dias.
Toda a história da Rússia pode ser estudada, vista e contada sem sair dos muros do Kremlin. Eu nunca me canso de admirar a magia deste lugar.

HISTÓRIA
Os museus do Kremlin de Moscovo - a sua formação, desenvolvimento e atividade - têm uma história de quase três séculos, ao longo dos quais muita coisa aconteceu: períodos de repentino florescimento, de rápido desenvolvimento do trabalho de museologia e pesquisa, defi'acassos, de estancamento, anos de verdadeira luta heroica pela preservação das relíquias nacionais, anos de esquecimento e de novo renascimento.


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